ISSN

ISSN, ISBN e DOI: os identificadores de livros, revistas e artigos

ISSN, ISBN e DOI são, hoje, os mais conhecidos identificadores de livros, revistas, periódicos e obras eletrônicas.

Para entender o papel de cada um deles, basta fazermos uma analogia.

Imagine quantas pessoas com o nome “João” existem no Brasil e no mundo.

São muitas, não é?

Para isso, temos que utilizar alguns critérios para distinguir duas ou mais pessoas que possuem um mesmo nome.

Tem-se o RG, o número do CPF ou do passaporte, por exemplo.

Com livros, materiais digitais e revistas científicas também acontece o mesmo: utilizamos identificadores para distinguir e diferenciar as obras que podem ter o mesmo título.

É como se cada obra possuísse seu próprio RG.

Neste artigo, você vai aprender as principais características e funcionalidades dos identificadores, assim como dúvidas recorrentes que já recebemos sobre o assunto:

O ISSN (International Standard Serial Number) é a sigla em inglês para Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas.

Formado por um código numérico de 8 dígitos e de validade internacional, o ISSN foi criado para identificar publicações seriadas.

Publicações seriadas são aquelas editadas em partes sucessivas, que costumam ter periodicidade e frequência (publicação diária, quinzenal, mensal, semestral, anual).

Revistas, relatórios, anuários e algumas monografias são alguns exemplos.

Além dos oito dígitos numéricos, o código também é precedido pela sigla ISSN.

O ISSN não é obrigatório, mas ele ajuda na identificação mais rápida do título e do conteúdo da obra, seja ela nacional ou internacional.

Além disso, ele é um dos mecanismos que controlam a qualidade das revistas científicas.

Mas, para solicitá-lo, é preciso que a obra tenha periodicidade. Então, se é, por exemplo, o primeiro ano que você publica os Anais do seu evento, não será possível atribuir ISSN a ele. Somente ISBN, assunto que vamos falar ainda neste post.

Já no segundo ano, se você quiser publicar os anais do mesmo evento, isso já é viável, porque já existe uma frequência e periodicidade.

Cada publicação seriada carrega consigo apenas um ISSN e ele é intransferível.

A partir do momento em que esse ISSN foi atribuído à publicação seriada, ele deve aparecer em cada exemplar dela.

Contextualizando:  

Embora a Revista Super Interessante conte com mais de 300 edições – que variam no seu conteúdo – , ela possui um único ISSN e este aparece em cada exemplar.

Além de revistas, relatórios e anuários, Anais de Eventos, seminários, monografias seriadas e suplementos independentes (publicações fora do corpo da revista) e alguns sites também recebem ISSN.

Mas é preciso prestar atenção em alguns casos específicos:

-> Obras em diferentes idiomas

Obras editadas em diferentes idiomas recebem ISSNs diferentes. Exceto se a obra for multilíngue (um mesmo anuário conter textos em mais de uma língua, por exemplo).

-> Obras em diferentes suportes

Obras em diferentes suportes, como o físico e o eletrônico, possuem ISSNs diferentes. Caso uma revista física, posteriormente, opte por ter uma edição digital, será necessário solicitar um novo ISSN.

-> Exemplares com múltiplas formas físicas

Uma revista física que vem acompanhada de um CD-ROM ou de uma gravação de áudio recebe um mesmo ISSN para todas as suas formas físicas.

-> Sites da internet

No caso dos sites, eles precisam cumprir os seguintes requisitos:

  1. Ter conteúdo editorial
  2. Mencionar a responsabilidade editorial (nome do editor)
  3. Ter um título uniforme (isto é, um título que se mantenha consistente quando a publicação for atualizada)
  4. Ter uma URL válida
  5. Cobrir um assunto específico ou abordar um público-alvo específico.

O ISSN é atribuído por centros nacionais e regionais da rede internacional do ISSN. No Brasil, isso fica a cargo do Centro Brasileiro do ISSN (CBISSN), sob a responsabilidade do Instituto Brasileiro de Ciência e Tecnologia – IBICT.

É de graça! Isso mesmo! A partir de março de 2017, as taxas administrativas tornaram-se isentas!

No site do Centro Brasileiro do ISSN, entidade responsável por emitir o identificador, há mais informações sobre o assunto. De maneira geral, eles solicitam alguns documentos referentes à publicação, como capa, folha de rosto, expediente, sumário…

Mas atenção: a lista de documentos varia conforme a mídia que será veiculada a obra.

Para publicações impressas, clique aqui.

Para publicações eletrônicas, clique aqui.

Após reunida toda a documentação e preenchido o formulário, é hora de compilar os dados e enviá-los ao Centro Brasileiro do ISSN/ IBICT pelos correios ou entregá-los diretamente na instituição.

Segundo o site, este é o endereço para envio:

A documentação de solicitação do ISSN deve ser enviada pelos correios para o seguinte endereço:

Centro Brasileiro do ISSN/ IBICT
SAUS Quadra 5 – Lote 6 – Bloco “H” – 4º andar, sala 400.
CEP: 70.070-912  Brasília /DF

A documentação também poderá ser entregue diretamente no Centro Brasileiro do ISSN, no entanto, solicitamos que a documentação seja protocolada anteriormente, no Protocolo Geral do IBICT, no Térreo.

Mas atenção: é sempre bom checar o próprio site da instituição, visto que o endereço pode ser alterado sem aviso prévio.

Um novo ISSN deve ser atribuído em duas situações:

  • Quando ocorrer alteração no título do periódico, inclusive no idioma do título;
  • Quando ocorrer alteração no tipo de suporte (físico e eletrônico). Por exemplo, uma revista impressa torna-se uma revista online.

É questão de sorte. Segundo o Centro Brasileiro do ISSN, o prazo para análise e atendimento da solicitação para atribuição do código ISSN é de acordo com a demanda.

Então, se muita gente pede o ISSN ao mesmo tempo, é bem provável que ele demore um pouquinho a sair. Por isso, programe-se!

O ISBN, International Standard Book Number, é um sistema internacional que identifica e individualiza os livros segundo autor, país, editora e número de edição.

Por ter atuação internacional, o ISBN é controlado por uma Agência Internacional, que delega funções a agências nacionais.

A agência responsável por atribuir o ISBN aos livros editados no Brasil é a Biblioteca Nacional.

Desde 2007, devido ao grande número de livros com ISBN, foi necessário acrescentar o prefixo 978, a fim de aumentar a capacidade de registro do sistema.

Exemplo: ISBN 978 – 85 – 333 – 0227 – 3

Para conseguir o ISBN de uma obra é preciso, primeiramente, se cadastrar na Agência como editor. Isto pode acontecer de duas formas: por pessoa física ou por pessoa jurídica.

Veja as condições para cadastro de editor pessoa física aqui.

Veja as condições para cadastro de editor pessoa jurídica aqui.

O ISBN não é obrigatório, mas ele confere autoridade e credibilidade à obra, uma vez que ele a reconhece internacionalmente.

Livros, anais, seminários, monografias, encontros, publicações em braile, mapas e relatórios públicos são algumas das obras que recebem ISBN. Veja a lista completa aqui.

É preciso, primeiro, ter um cadastro como editor. Após o cadastro, o número de identificação do ISBN é atribuído, no Brasil, pela Biblioteca Nacional.

É preciso pagar pelo cadastro na Agência Internacional do ISBN, que custa R$ 270,00. Esse valor só é pago uma vez. Além disso, o número de identificação ISBN custa R$ 20,00.

Valores mais específicos como código de barras, 2ª via, etc, podem ser vistos aqui.

Primeiro, você precisa ser cadastrado como editor na Agência ou contratar uma empresa que já seja cadastrada. Depois, basta seguir as orientações do site:

  • Preencher o formulário de solicitação do ISBN em 01 (uma) via para cada título a ser publicado
  • Enviar juntamente com o formulário a cópia da folha de rosto da obra a ser publicada (o envio é obrigatório).

Você deve enviar a documentação necessária via correios para o endereço da Agência.

Rua México, 45 – 5ª andar – Edifício Lumex
Centro
Rio de Janeiro – RJ 20031-144
Para mais informações: (21) 2262-9724

Mas atenção: é sempre bom checar o próprio site da instituição, visto que o endereço pode ser alterado sem aviso prévio.

Um novo ISBN deverá ser solicitado nas seguintes situações:

  • Se houver uma alteração significativa no conteúdo/texto da obra, a publicação receberá outro ISBN e será outra edição;
  • Publicações editadas sob a impressão da nova editora recebem novo ISBN
  • Se um mesmo título receber um formato diferente, esse novo formato deve receber novo ISBN.

Para o cadastro como editor, o prazo é de 5 dias úteis.

Já para as solicitações de ISBN, o prazo é a partir de 3 dias úteis. Veja as condições aqui.

O DOI, “Identificador de Objeto Digital”, é um padrão de letras e números que serve para identificar itens digitais.

Ele é o responsável por tornar os arquivos permanentes na internet.

Isso significa que se, por acaso, um site que foi referência para a sua pesquisa sair do ar, as pessoas, ainda assim, terão a chance de encontrá-lo pelo identificador DOI.

O DOI é composto por duas partes:

1 – O prefixo, que se refere ao publicador do documento, ou seja, a instituição, revista ou editora que publicou aquele DOI.

2 – O sufixo é determinado pelo responsável pela publicação do documento.

Os livros ou artigos publicados em periódicos, por exemplo, provavelmente utilizarão como sufixo o número que já consta do ISBN ou ISSN ou nos dados bibliográficos da obra.

Esse sufixo pode ser também a URL de um evento. Isso fica a critério do publicador do documento.

O DOI facilita a busca e garante a autenticidade daquele conteúdo.

Também aumenta a visibilidade da produção, seja ela científica ou não, pois oferece uma URL única, que impede que o conteúdo se perca na internet.

Com o DOI, é possível mensurar mais facilmente o número de citações feitas do seu trabalho.

Livros, periódicos, artigos, imagens ou qualquer outro objeto que esteja presente na versão digital pode receber o DOI.

O DOI é emitido por agências de registro autorizadas, como a Crossref, que é a que utilizamos aqui na Even3.

Pessoas físicas não conseguem emitir o DOI por conta própria.

É preciso entrar em contato com empresas que trabalham com o DOI, como a Even3, ou diretamente com as agências autorizadas.

Para emitir um DOI, é preciso passar antes por alguma empresa registrada como editora. Essa editora, por sua vez, tem que ser cadastrada em alguma agência autorizada. Como é o caso da Even3.

Nas agências autorizadas, é comum cobrarem um valor de anuidade. Fora isso, também é cobrado um valor por cada DOI emitido.

Assim, os valores podem variar bastante. Caso queira emitir um DOI para os anais do seu evento, entre em contato conosco. Nós temos uma equipe preparada para atendê-lo(a)!

Ao entrar em contato com uma editora autorizada pela Crossref, eles vão solicitar algumas informações sobre o seu documento. Tipo de documento (anais, livros…), nome do documento, volume, edição… A editora irá passar a lista completa para você!

É preciso entrar em contato com uma editora, como a Even3. Ela irá solicitar o DOI do seu documento.

O DOI de um documento, isto é, o código alfanumérico não muda. Entretanto, você pode fazer pequenas modificações no documento, como títulos errados, etc.

Depois de enviados os documentos, a emissão do DOI é bem rápida! Em poucos dias, você recebe um e-mail com o seu identificador DOI.

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