Trilhas de conteúdo: imagem de destaque

Como fazer trilhas de conteúdo em eventos?

Você já parou para perceber que quanto maior é a programação de um evento, maior é a diversidade do público?

Por exemplo, em um congresso podem participar estudantes, profissionais experientes, gestores, pesquisadores… Cada um com interesses e objetivos diferentes.

Nesse cenário, uma programação única pode dificultar a escolha das atividades mais relevantes para cada participante. Mas as trilhas de conteúdo resolvem esse desafio!

Elas organizam a programação de acordo com interesses, níveis de conhecimento ou objetivos do público. Assim, cada participante tem autonomia para escolher o caminho mais relevante para ele.

Neste artigo, você vai entender:

Trilhas de conteúdo são divisões da programação de um evento, organizadas por tema, área de interesse, nível de conhecimento ou objetivo do participante.

Ou seja, ao invés de uma agenda única, o evento passa a oferecer caminhos distintos.

Por isso, cada trilha reúne atividades que conversam entre si e guiam o participante.

-> Veja também: como criar uma programação atrativa para seu evento

Como isso organiza a programação na prática:

Basicamente, cada trilha funciona como um recorte da programação geral.

Dentro dela, o participante encontra palestras, oficinas e outras atividades conectadas por um mesmo fio condutor.

Então, ele segue essa trilha do início ao fim do evento. Diferente de uma programação tradicional, onde os participantes decidem a cada horário se aquela atividade é relevante para ele ou não.

Na prática, isso torna a experiência personalizada e ajuda participantes a se situarem, principalmente em eventos grandes.

Por exemplo, um congresso de marketing pode dividir sua programação em: Marketing Digital; Inteligência Artificial; Branding; Performance; Liderança.

Com este guia, os participantes podem escolher apenas as atividades da trilha a qual fazem parte.

Nem toda divisão de horários é, de fato, uma trilha. Para merecer esse nome, a programação precisa ter:

  • Coerência temática: as atividades da trilha têm relação direta entre si, e não apenas coincidem no mesmo bloco de horário;
  • Progressão lógica: a trilha conduz o participante por uma sequência que faz sentido, do introdutório ao aprofundado, ou por etapas complementares de um mesmo tema;
  • Identidade própria: a trilha tem nome, propósito e público-alvo claros.
  • Autonomia de escolha: o participante consegue seguir uma trilha específica sem perder a coerência da experiência.

Em resumo, não confunda programação com trilha de conteúdo. Organizar atividades apenas por horário mostra quando elas acontecem. Já uma trilha ajuda o participante a decidir quais atividades acompanhar para atingir um objetivo específico.

Além de organizar melhor a programação, as trilhas tornam a experiência mais intuitiva para quem participa e mais estratégica para quem organiza.

Os principais benefícios são:

Melhora a experiência do participante

Facilita a busca pelas atividades mais relevantes e reduz o tempo gasto analisando toda a programação.

Atende diferentes perfis de público

Permite criar percursos específicos para iniciantes, especialistas, gestores, estudantes ou qualquer outro perfil presente no evento.

Aumenta o engajamento

Quando encontra conteúdos alinhados aos seus interesses, o participante tende a acompanhar mais atividades e permanecer mais tempo no evento.

Valoriza a programação

As trilhas destacam os principais temas do evento e facilitam a compreensão da proposta de cada conjunto de palestras.

Facilita a divulgação

Também é possível promover cada trilha separadamente, criando campanhas mais segmentadas para públicos com interesses específicos.

Diferenciação competitiva 

Eventos com trilhas bem definidas transmitem profissionalismo e cuidado com a experiência do participante.

Dados mais ricos

Acompanhar a adesão a cada trilha ajuda a entender o perfil do público em edições futuras.

Enfim, não existe um único modelo para criar trilhas de conteúdo. O mais importante é que elas façam sentido para o objetivo do evento e para o perfil dos participantes.

Veja alguns exemplos:

  • Área de interesse: Critério mais comum. Divide a programação por tema, especialmente em eventos multidisciplinares, como Saúde, Tecnologia, Educação etc;
  • Nível de conhecimento: Separa a programação pelo grau de aprofundamento no tema. Faz sentido quando o público tem bagagens muito diferentes, como Básico, Médio e Avançado;
  • Perfil do participante: Organiza as trilhas conforme o papel de quem participa. Cada perfil costuma ter interesses distintos, mesmo dentro do mesmo evento, por exemplo, Estudante e Pesquisadores;
  • Objetivo do participante: Parte do que o participante espera alcançar ao ir ao evento. Por exemplo, Aprender do zero, Desenvolver carreira, Networking, Negócios etc.

É possível combinar diferentes critérios?

Sim! A combinação torna a programação ainda mais personalizada e ajuda diferentes perfis de participantes a aproveitarem melhor o evento.

Mas é importante que antes de definir as trilhas, você se pergunte: qual é a forma mais fácil de o participante encontrar os conteúdos que procura?

Essa resposta deve orientar toda a organização da programação. 

Por exemplo, imagina um congresso de tecnologia. As trilhas podem ser organizadas por tema, enquanto as atividades dentro de cada uma são divididas por nível de conhecimento, como:

Trilhas:

Inteligência Artificial – níveis: Básico, Intermediário e Avançado

Desenvolvimento de Software – níveis: Básico, Intermediário e Avançado

Ciência de Dados – níveis: Básico, Intermediário e Avançado

1. Defina o objetivo do evento

Antes de pensar nas trilhas, tenha clareza sobre o propósito do evento. É ele que orientará toda a programação.

Então, pergunte-se:

  • O que os participantes devem aprender?
  • Quais temas são indispensáveis?
  • Quais perfis de público o evento deseja atender?

Com essas respostas, fica mais fácil identificar quais trilhas fazem sentido.

2. Conheça o perfil do público

Como eu disse, você precisa conhecer o seu público para criar trilhas relevantes.

Afinal, elas devem refletir os interesses dos participantes, não apenas os temas que a organização deseja abordar.

Você pode levantar essas informações por meio de:

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3. Agrupe assuntos relacionados

Com os temas definidos, organize as palestras em grupos que façam sentido para quem participa.

❗ Evite criar trilhas muito amplas ou misturar assuntos diferentes em um mesmo percurso.

Por exemplo, em um evento de inovação, faz mais sentido criar trilhas como Inteligência Artificial, Transformação Digital e Empreendedorismo do que reunir todos esses temas em uma única categoria.

Se alguma trilha ficar com poucas atividades, avalie agrupá-la com outra de assunto semelhante.

4. Distribua as atividades na programação

Depois de definir as trilhas, organize os horários das atividades.

O principal cuidado é evitar que palestras da mesma trilha aconteçam ao mesmo tempo. Caso contrário, o participante será obrigado a escolher entre dois conteúdos que gostaria de assistir.

Também vale equilibrar a programação ao longo do evento, distribuindo as atividades entre diferentes dias e horários.

Como fazer isso na Even3

Na Even3, você pode criar atividades separadamente e organizá-las dentro da programação do evento.

Assim, é possível ver os horários de forma mais fácil e distribuir melhor as palestras entre as diferentes trilhas, reduzindo conflitos e tornando a agenda mais intuitiva para os participantes.

Tela de programação de evento na Even3
Tela de programação de evento na Even3

5. Nomeie cada trilha de forma clara

O nome precisa comunicar rapidamente do que se trata a trilha.

  • Bons exemplos: “Marketing Digital”, “Gestão de Pessoas”, “Inovação em Saúde”.
  • Exemplos a evitar: “Novos Horizontes”, “Jornada do Futuro”, “Diversos”. 

6. Identifique visualmente cada trilha

A identificação visual facilita a navegação do participante pela programação. Use:

  • Cores específicas para cada trilha.
  • Ícones que remetam ao tema.
  • Categorias e etiquetas (tags) na programação online.

Assim, o participante identifica rapidamente quais atividades pertencem ao percurso que deseja acompanhar.

Essa organização também melhora a comunicação em materiais como o site do evento, aplicativo, redes sociais e programação impressa.

7. Organize as inscrições por trilha

Agora vai uma dica de ouro para organizar seu evento: se algumas trilhas possuem vagas limitadas ou são destinadas a públicos específicos, vale a pena controlar o acesso de forma individual.

Uma estratégia é criar diferentes categorias de ingresso, vinculando cada uma às atividades correspondentes da programação.

Como fazer isso na Even3

Na Even3, é possível criar entradas específicas para cada trilha e restringir a inscrição nas atividades apenas aos participantes que adquiriram aquela modalidade de ingresso. Veja como fazer no vídeo abaixo:

Na prática, isso significa que:

  • quem compra a entrada da Trilha de Inteligência Artificial, por exemplo, só pode se inscrever nas atividades dessa trilha;
  • qualquer participante pode visualizar a programação completa e decidir a trilha que deseja participar;
  • participantes com ingresso geral podem acessar todas as trilhas, caso essa seja a estratégia do evento.

Além de facilitar o controle de vagas, essa configuração reduz erros nas inscrições, simplifica a gestão da programação e oferece uma experiência mais organizada para os participantes.

Finalmente, seu evento pode ser dividido em mil trilhas, mas se o participante não entender como elas funcionam e qual é o objetivo, então seu esforço não valeu a pena.

Um dos principais benefícios das trilhas é que podem ser divulgadas separadamente e atrair públicos específicos. Então, aproveite a oportunidade!

  • Divulgue cada trilha separadamente, destacando temas e palestrantes em publicações próprias;
  • Envie e-mails segmentados, apresentando a trilha mais relevante para cada perfil de inscrito;
  • Crie landing pages específicas para cada trilha, com sua própria programação e argumentos de venda;
  • Publique agendas por perfil: em vez de divulgar apenas uma programação geral, monte sugestões de agenda para diferentes públicos, por exemplo, “o que assistir se eu sou X”;
  • Incentive o participante a montar sua própria programação no aplicativo do evento, favoritando as atividades da trilha escolhida.

Na Even3, os participantes podem utilizar o aplicativo do evento para consultar a programação e montar uma agenda personalizada com as atividades em que se inscreveu.

Além disso, você encontra ferramentas para criar atividades, controlar inscrições, vender ingressos, acompanhar finanças, gerar certificados automaticamente e muito mais!

Na Even3, é possível gerenciar vários eventos ao mesmo tempo, copiar configurações e simplificar a organização de trilhas de conteúdo. Conheça a plataforma que simplifica a gestão de eventos gratuitamente:

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