Stranger Things

Stranger Things: Conheça 3 fatos científicos de arrepiar

Provavelmente você conhece a nova série do momento, Stranger Things. Na série há uma mistura entre ficção científica e terror, ela se passa nos anos 80 trazendo muitos elementos dessa década e portanto muita nostalgia.

Os protagonistas desta produção de terror são 4 crianças que se envolvem na busca pelo seu amigo Will, que desaparece no primeiro episódio.

Stranger Things é ambientada na cidade de Hawkins, próximo a uma base secreta do governo americano, local onde ocorrem experiências científicas de natureza diversas.

Alguns acontecimentos que são apresentado em Stranger Things possuem embasamentos científicos, então, separamos aqui 3 desses fatos para que você possa observar durante a série.

Dica! Leia logo antes que o Demogorgon apareça! 🙂

1. Mundo invertido: Realidades paralelas

Em Hawkins o “Mundo Invertido” é como o real, porém, apresentado de uma forma muito sombria. Lá vivem diversas criaturas desconhecidas, sendo possível o contato delas com o mundo real em momentos específicos.

Essa concepção de mundos paralelos vem de uma teoria da física chamada: A Interpretação de muitos mundos (ou IMM). É uma interpretação da mecânica quântica que propõe a existência de múltiplos “universos paralelos”.

De fato, em um episódio, o professor, o Sr. Clarke, faz referência à Hugh Everett, físico que formulou a teoria.

No entanto, ao contrário do que prega Stranger Things, os universos paralelos nunca podem interagir entre si.

2. O Buraco de Minhoca

O termo buraco de minhoca (wormhole em inglês) foi criado pelo físico teórico estadunidense John Archibald Wheeler em 1957.

O nome “buraco de minhoca” vem de uma analogia usada para explicar o fenômeno.

Imagine uma minhoca que encontra uma maçã a sua frente, ela pode dar a volta pela maçã ou pegar uma atalho para o lado oposto da fruta abrindo caminho através do miolo, em vez de mover-se por toda a superfície até lá.

Um viajante que passasse por um buraco de minhoca pegaria um atalho para o lado oposto do universo através de um túnel incomum.

O Buraco de Minhoca é uma forma de acessar uma dimensão diferente da nossa.

Na produção de Stranger Things esses buracos no espaço-tempo são grandes o bastante para que uma pessoa consiga atravessar.

Mas para que isso fosse possível, seria necessário uma quantidade de energia imensa. Só assim essa passagem se manteria aberta por tempo suficiente.

Esse fenômeno é abordado por Albert Einstein e Nathan Rosen. A partir da Teoria da Relatividade Geral, supondo que esse caminho entre as dimensões se concretizasse  uma viagem no tempo e no espaço seria possível, realizando o sonho de vários filmes de ficção científica.

3. O campo magnético da Terra

Em certo momento da série, os meninos pedem ao professor Clarke para explicar viagens interdimensionais, o professor explica que não é possível devido à enorme quantidade de energia necessária.

No entanto, um dos meninos observou que o campo magnético local estava agindo de forma anormal, pois as agulhas da bússola não apontavam para o norte verdadeiro, mas para o laboratório.

A bússola possui um papel muito importante nesse elemento apresentado em Stranger Things. A abertura de um portal no espaço-tempo precisa de muita energia, gerando um campo magnético próprio atraindo a bússola.

A produção desse campo magnético em uma menor escala pelos Buracos de Minhoca é o que torna possível encontrar esses portais que ligam as dimensões em Stranger Things.

Lembrando que o único que pode ser provado é o Campo Magnético pelo uso da bússola, por exemplo. Tanto a Teoria das Realidades Paralelas quanto o Buraco de Minhoca se apresentam como um campo muito fértil de estudo na Física.

Alguns artigos para você saber mais sobre o assunto:

Teoria quântica da gravitação: Cordas e teoria M – Elcio Abdalla.

“Wormholes”: Túneis no Espaço-Tempo – Francisco Lobo e Paulo Crawford

Magnetismo na Terra Brasilis – Sérgio Machado Rezende

Agora que você já sabe como ocorrem alguns fenômenos que tal assistir a série com um olhar mais crítico?

Você pode usar esses conhecimentos através da pesquisa para produzir artigos que possam beneficiar a sua vida acadêmica, aprenda a produzir um artigo científico e impulsione a sua carreira.

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