Mulher na ciência: a revolução da pesquisa no mundo

A mulher na ciência é um tema que está tendo cada vez mais visibilidade.

As mulheres atualmente são maioria nas universidades, mas será que na pesquisa elas possuem a mesma presença?

Durante o século XX a participação feminina não apenas no mercado acadêmico mas também no mercado de trabalho aumentou consideravelmente.

Esse crescimento da participação nas universidades já é visível atualmente, muitas mulheres optam pelo mundo da pesquisa.

Conheça como esse caminho feminino foi construído e o porquê do dia 08 de março ser o Dia Internacional da Mulher.

Dia Internacional da Mulher

No dia 8 de março de 1857, na cidade de Nova York, operárias em uma fábrica de tecido declararam greve.

Além da paralisação, as mulheres lutaram por melhores condições de trabalho.

Queriam redução da exaustiva jornada diária de trabalho de 16 para 10 horas e igualdade salarial (os homens ganhavam bem mais pela execução das mesmas atividades e pela mesma carga horária).

Reprimidas com extrema violência, foram agredidas e trancadas dentro da própria fábrica, que, logo em seguida, foi incendiada.

Havia 130 mulheres dentro do estabelecimento, que foram queimadas e, obviamente, não resistiram.

Outro incêndio, ocorrido em uma fábrica da Triangle Shirtwaste, em 25 de março de 1901, também na cidade norte-americana de Nova York, matou 146 pessoas, das quais 129 eram mulheres.

O Dia Internacional da Mulher foi criado em 1910, em uma conferência internacional sobre mulheres em Compenhague e homenageou as operárias vítimas do incêndio, mas só foi oficializado pela Organização das Nações Unidas em 1957.

A mulher na ciência

De acordo com dados da Unesco, as mulheres representam apenas 28% dos pesquisadores do mundo.

A fim de incentivar a participação da mulher na produção do conhecimento e na ciência, promovendo, também, a igualdade de gênero, a ONU criou o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciência, celebrado no dia 11 de fevereiro.

Embora ainda sejam minoria na área de pesquisa científica, algumas mulheres deixaram seus nomes marcados na história e promoveram a propagação do conhecimento.

Muitas descobertas femininas serviram de base para o desenvolvimento e continuidade de estudos em áreas como tecnologia, saúde e ciência.

Você nem sonha, mas sabe o Wi-Fi que você tem em casa e no trabalho?

Foi consequência de uma pesquisa desenvolvida por uma mulher na ciência! Prepare-se e surpreenda-se com algumas histórias de empoderamento feminino na ciência!

Mulheres, pesquisadoras e cientistas. Por que não?

Marie Curie

Marie Curie foi a primeira mulher do mundo a ganhar um prêmio Nobel.

Nascida na Polônia, em 7 de novembro de 1867, tornou-se bacharel de física e matemática pela Universidade Sourbonne, em Paris.

Posteriormente, foi a primeira professora a lecionar na universidade.

Incentivada por Henry Becquerel a estudar radiações, Marie Curie descobriu dois novos elementos químicos: o Rádio e o Polônio.

Tornou-se, também, a primeira mulher a receber o título de doutora pela Universidade de Sourbonne.

Curie e seu marido recebem, juntamente a Becquerel, o prêmio Nobel de Física. No ano de 1911, após a morte do seu marido, Marie recebe outro prêmio Nobel, mas, desta vez, em Química.

Hedy Lamarr

Hedy Lamarr, estrela de clássicos do cinema hollywodiano, como Sansão e Dalila, foi muito mais do que um dos rostos mais bonitos de sua época.

A atriz surpreendeu a todos quando revelou seu interesse pela ciência e pela pesquisa.

Lamarr foi responsável, juntamente ao pianista George Antheil, pela criação do “frequency hopping”.

Sistema que usa sinais de rádios para evitar a intercepção de mensagens usado na Segunda Guerra Mundial.

Esse sistema serviu de base para as tecnologias atuais de rede sem fio e móvel, como GPS, Wi-Fi e Bluetooth.

A atriz provou, assim, que, por trás de um rostinho bonito de uma mulher, pode haver, sim, uma mente brilhante!

Rita Levi-Montalcini

A neurologista Rita Levi-Montalcini recebeu um prêmio Nobel de medicina em 1986 por sua pesquisa sobre o crescimento de células neurais.

Conhecida como “Dama das Células”, Rita desenvolveu sua pesquisa “às escondidas” do nazismo e do fascismo que tomavam conta do seu país, a Itália, no século XIX, em um laboratório adaptado em sua cozinha.

O trabalho serviu de base para o entendimento de certos tumores e malformações humanas.

Barbara McClintock 

Bárbara McClintock nasceu nos Estados Unidos e sofreu muito preconceito por ser mulher e, também, cientista.

Bárbara, em seus estudos, analisou os cromossomos do milho e suas modificações, além de destacar a importância da divisão celular no processo.

Foi a primeira pessoa a descrever o processo de crossing-over após estudar a meiose do milho.

Em 1983, Bárbara recebeu o Prêmio Nobel de Fisiologia/ Medicina pela descoberta da transposição genética.

A mulher na ciência brasileira

Duília de Mello

Duília é um dos nomes brasileiros mais conhecidos, do universo da ciência, no exterior.

Nascida em Jundiaí (RJ), é astrônoma, astrofísica e pesquisadora da NASA.

A cientista brasileira descobriu, em 1997, no Chile, a Supernova SN 1997D, um corpo celeste originado a partir da explosão de estrelas com mais de 10 massas solares e, posteriormente, as chamadas “Bolhas Azuis”.

Que consistem em estrelas nascidas fora das galáxias ou “estrelas órfãs”.

Duília foi eleita, pelo Barnard College/ Columbia University, como uma das 10 mulheres que mudam o Brasil.

Suzana Herculano-Houzel

Suzana é carioca, formada em Biologia, com mestrado, doutorado e pós-doutorado em neurociência.

Atualmente, lidera um grupo de pesquisa composto por 15 cientistas, no Laboratório de Neuroanatomia Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Seus estudos sobre o cérebro humano fizeram com que Suzana fosse a primeira brasileira a dar uma palestra em uma conferência internacional, o TEDGlobal.

Suzana assinou, ainda, mais de 40 artigos científicos e é referência, no Brasil e no mundo, quando o assunto é pesquisa.

Você conhece o prêmio “Para Mulheres na Ciência”?

O prêmio “Para Mulheres na Ciência” já existe há 18 anos no mundo e, de uma parceria da L’Oreal com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências.

Surgiu no Brasil há 11 anos. A versão brasileira do prêmio acredita e defende a ideia de que a chave para se mudar o mundo está na ciência.

E, com o intuito de promover a igualdade de gênero no país, incentiva a participação feminina no universo científico.

Até hoje, foram premiadas 68 cientistas e pesquisadoras brasileiras, que receberam investimentos para dar continuidade às pesquisas, promovendo, assim, os desenvolvimentos da ciência e da pesquisa no Brasil.

Veja algumas vencedoras das edições passadas:

Alline Cristina Campos

Alline é brasileira e ganhou o Prêmio “Para Mulheres na Ciência” da L’Oreal em parceria com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências.

Ao ser diagnosticada com síndrome do pânico, Alline, que é pesquisadora da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto –USP, passou a ter interesse por neurociência.

O que fez com que ela desenvolvesse uma pesquisa sobre o estudo de derivados da maconha no tratamento de transtornos mentais e ganhasse uma bolsa de U$20 mil para dar continuidade às pesquisas.

Elisa Orth

Elisa Orth é catarinense e pesquisadora da Universidade Federal do Paraná.

Assim como Alline, foi uma das vencedoras do Prêmio “Para Mulheres na Ciência da L’Oreal em parceria com a Unesco e com a Academia Brasileira de Ciências.

A brasileira desenvolveu uma pesquisa sobre o uso de pesticidas, visando eliminar a toxicidade de tais produtos.

O trabalho desenvolvido por Elisa também fala de enzimas artificiais que podem ser utilizadas no tratamento de doenças como o Alzheimer.

Cecília S. Guimarães da Silva

Cecília Guimarães é do Rio de Janeiro e desenvolveu sua pesquisa na área de Ciências Matemáticas.

Por meio do estudo da geometria algébrica e da teoria dos números, a pesquisadora da UFRJ desenvolveu um sistema que investiga erros gerados durante a transmissão de informações pelos meios de comunicação.

Recebeu, pelo trabalho, o prêmio “Para Mulheres na Ciência”.

Ficou inspirado com as descobertas femininas na ciência e quer ler mais sobre o assunto e sobre o empoderamento feminino nos dias atuais?

Basta acompanhar os sites da ONU e do Prêmio “Para Mulheres na Ciência” e acompanhar histórias fantásticas da mulher na ciência que fazem história no mundo!

Créditos da imagem em destaque:
Artista: rvitorelo
Portfólio: http://rvitorelo.com/

Mulheres, parabéns pelo seu dia!

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