
Engajar participantes é uma das maiores preocupações de organizadores. Mas e se eu te disser que há uma forma de já começar o seu evento com engajamento?
Esse é o poder da comunidade digital!
Com ela, você pode criar um espaço estratégico para atrair leads, gerar divulgação gratuita e orgânica para o seu evento, criar expectativa para outras edições… Há muitas possibilidades!
Por isso, vou te ensinar algumas estratégias. Saiba mais sobre:
Basicamente, comunidades digitais são grupos de pessoas que se conectam, interagem e trocam experiências por meio de plataformas online.
Elas podem existir em fóruns, redes sociais, aplicativos de mensagens, plataformas dedicadas ou até dentro de ambientes criados por marcas e organizadores de eventos.
Mas não se trata apenas de reunir pessoas em um espaço virtual. Quando falamos de o que são comunidades digitais, estamos falando de:
Em outras palavras, uma comunidade digital bem construída não depende exclusivamente da marca ou do evento para gerar movimento. Na verdade, os próprios participantes ajudam a mantê-la viva!
A resposta curta é: depende do tipo de evento e dos seus objetivos.
Mas para a maioria dos organizadores, a resposta tende a ser sim (e os motivos são mais práticos do que parecem).
Eventos recorrentes são os que mais se beneficiam de comunidades digitais. Nesses casos, a comunidade mantém o relacionamento com os participantes vivo entre uma edição e outra. Isso reduz o esforço de reengajamento e divulgação a cada ciclo;
-> Saiba mais: como organizar eventos recorrentes com sucesso
Eventos de nicho ou com público muito específico também ganham muito com comunidades digitais.
Afinal, quando os participantes compartilham uma área de atuação ou um interesse muito particular, é difícil encontrar pares. Então a tendência de engajamento orgânico é alta.
Eventos corporativos e de educação se beneficiam de comunidades digitais para dar continuidade ao aprendizado e às conexões iniciadas no presencial.
Assim, ao invés do conteúdo “morrer” no dia do evento, ele se transforma em ponto de partida para trocas contínuas.
Se o seu evento é único, sem perspectiva de edições futuras, investir em uma comunidade digital pode não ser o melhor uso do seu tempo.
O mesmo é válido para um público muito amplo e heterogêneo.
Nesse caso, estratégias pontuais de relacionamento, como e-mail marketing segmentado e grupos temporários no Linkedin, podem ser mais eficazes.
Diversas marcas já entenderam o poder das comunidades digitais e suas comunidades podem nos dar insights importantes, como:
O Fstival de Tecnologia, Música e Cultura de Austin (EUA) mantém uma comunidade digital ativa o ano inteiro. Assim, se tornam ainda mais famosos!
Além do evento anual, eles patrocinam iniciativa sociais, constroem parcerias estratégicas e realizam outros eventos menores ao longo do ano.
Além disso, investem em discussões em fóruns e redes sociais para manter a base engajada e ansiosa para cada nova edição.
No Brasil, o Rock in Rio construiu uma das comunidades digitais de eventos mais robustas do país.
Por meio de redes sociais, aplicativo próprio e ações exclusivas para membros associados, o festival mantém sua audiência mobilizada mesmo nos anos em que não acontece.
Outro exemplo de comunidade forte no Brasil é a Nubank, que tem uma das comunidades digitais mais engajadas do setor financeiro.
O “Nu Community” é um portal online com dicas, FAQ, espaço para debate e muito mais. Certamente, o sucesso dessa comunidade se deve ao fato da Nubank ter uma marca forte, ativa nas redes sociais e memorável.
Assim, a Nubank se torna um exemplo de como uma marca pode usar comunidades para suporte, cocriação de produtos e fidelização em escala.
A Lego criou uma plataforma onde fãs propõem e votam em novos produtos. É uma comunidade digital que gera valor real tanto para os membros (que se sentem coautores da marca) quanto para a empresa (que valida demandas antes de produzir). Legal, não é?
No geral, o ponto em comum entre todas elas é claro: a comunidade não é um canal de venda, mas um espaço de troca genuína.
Antes de escolher qualquer plataforma, responda: por que as pessoas deveriam fazer parte dessa comunidade?
O propósito precisa ser claro e valioso para o participante, não apenas para o organizador.
Por exemplo, “Continuar as conversas do evento” pode ser um começo. Mas “trocar experiências sobre gestão de startups com quem participou do Summit” é muito mais específico e atraente.
Então, defina o objetivo: Networking? Aprendizado? Atualização profissional?
Uma comunidade digital existe em um ambiente online, mas você não precisa estar em todo lugar, não é?
A escolha da plataforma deve seguir o comportamento do seu público. Ou seja, você deve conhecê-lo e identificar as redes sociais onde eles são mais ativos. Algumas opções comuns:
Antes de convidar os primeiros membros, prepare o terreno: crie as categorias ou canais temáticos, defina as regras de convivência, produza alguns conteúdos iniciais e recrute moderadores (ou embaixadores) que vão ajudar a dar vida ao espaço.
Além disso, se quiser, você pode criar campanhas de anúncios para atrair mais membros para o início da sua comunidade. Ou aproveitar para iniciá-la durante um evento e surfar no engajamento do momento.
-> Saiba mais: como contratar influenciadores para o seu evento
Como eu disse, o evento presencial ou online é o melhor momento para lançar ou fortalecer a comunidade digital.
Portanto, durante as pausas no evento, incentive os participantes a entrarem na comunidade, crie dinâmicas que conectem o que acontece no evento ao espaço online e mostre na prática o valor de fazer parte desse grupo seleto.
Também é uma boa ideia divulgar a comunidade de forma prévia para os seus inscritos.
Por exemplo, na Even3 você pode adicionar um botão para a comunidade do evento tanto no site, quanto na confirmação de inscrição do participante.
Assim, você pode estimular o crescimento da comunidade digital antes mesmo do evento começar.
Aliás, esse é um bom momento para alimentar os participantes com conteúdos de qualidade, exclusividades e informações que vão aumentar a expectativa para o evento.
É no pós-evento que a maioria das comunidades digitais fracassa.
Para evitar isso, planeje antecipadamente uma cadência de conteúdos e interações para as semanas seguintes: resumos das palestras, Q&As com palestrantes, enquetes sobre a próxima edição, conteúdos exclusivos para membros.
Depois, estimule conversas com novidades da área, conteúdos de valor, newsletter com notícias recentes… uma vez criada, a sua comunidade sempre deve estar incluída no planejamento de marketing do seu evento!
Finalmente, deu para perceber que ter uma comunidade digital é difícil, não é?
O desafio é mantê-la viva e engajada. Por isso, é importante ter algumas boas práticas, como:
Uma comunidade sem moderação pode se tornar rapidamente um espaço de spam e desinformação. E ninguém quer perder tempo em um grupo desorganizado!
Por isso, defina o que é permitido, o que não é e o que acontece quando as regras são descumpridas (e haja de forma consistente e rápida).
Uma comunidade digital com 300 membros muito ativos vale muito mais do que uma com 10.000 membros silenciosos.
Portanto, foque em criar condições para que as pessoas interajam, não apenas em crescer o número de cadastros.
Monitorar, engajar e gerir uma comunidade pode ser bastante trabalhoso! Se você deseja criar uma comunidade grande e engajada, as vezes é interessante contratar uma profissional apenas para isso.
Isto é, alguém que vai gerir os membros, acompanhar discussões, interagir diariamente, criar conteúdos exclusivos para a comunidade, entre outros.
Geralmente, grandes marcas já contam com esse profissional, conhecido como Community Manager. A depender do tamanho do seu evento e da sua comunidade, pode ser interessante contratá-lo também.
As melhores comunidades digitais são aquelas em que os próprios membros se tornam protagonistas. Então, destaque contribuições, convide membros para criar conteúdo e abra espaço para que a comunidade influencie as decisões do evento.
Como eu disse, o número de membros não é a métrica mais importante para saber se sua comunidade está dando retorno ou não.
Nesse caso, é mais importante analisar taxa de respostas, número de postagens por membro, frequência de acesso, presença recorrente em eventos etc.
Se você não tem bons números nesses indicadores, talvez seja a hora de melhorar sua comunidade ou, em alguns casos, até finalizá-la.
A comunidade digital não deve ser um elemento separado do evento. Pelo contrário, ela faz parte da experiência completa: na divulgação, no pré-evento, durante e depois.
Então, lembre-se de levar as discussões do evento para dentro da sua comunidade!
Por fim, lembra da SXSW? Uma das estratégias utilizada pela marca é manter eventos menores além do evento anual. E isso não é por acaso!
Investir em eventos mais simples, como lives, webinars, meetups, rodadas de networking, é uma das formas mais eficazes de aumentar o engajamento em comunidades digitais.
Afinal, eventos frequentes criam rituais, renovam o interesse dos membros e atraem novos participantes de forma orgânica.
Além disso, estruturar eventos recorrentes assim não é difícil, principalmente com as ferramentas certas!
Por exemplo, com a Even3 Empresas é possível gerenciar eventos em massa, copiando configurações de eventos anteriores, criando sites automaticamente, portal com todos os eventos que você organizou e muito mais.
Ainda, não é obrigatório ter um CNPJ, a solução é para todo mundo que cria diversos eventos no ano. Com ela, você gerencia inscrições, emite certificados e mantém sua comunidade em movimento o ano inteiro.
Conheça a Even3 Empresas agora: